quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Diário de bordo - 18/12/10


Depois de uma boa noite de sono, acordei as 6h conforme o cronograma., tomei um banho, terminei de arrumar a mochila e sai para tomar aquele "cafezão". Desci para  encerrar a diária do quarto, quando sai pra fora, a minha primeira surpresa do dia: O DIA ESTAVA FECHADO DE SERRAÇÃO. Putzzz... o negócio foi esperar, fiquei até as 08:20 comendo mosca!

Ainda com um tempo meio "feio" resolvi encarar a estrada, até porque este seria o menor "trajeto" de toda a viagem (aproximadamente 120km). Segui pela BR282, mesmo a "Raquel" me dizendo para fazer o retorno por uma boa parte do trecho.

A BR282 segue até Floripa, então acabei pegando bastante movimento na estrada (acabei nem instalando a camera no suporte para fotografar o "ínício" do trecho). Em vez de seguir o Google Maps e ir por Rio Rufino (BR475) segui até quase Bom Retiro, onde tem o trevo de acesso para Urubici, pela Serra do Panelão.

Já no trevo da SC430, me senti em casa... Uma enorme cuia dava as boas vindas ao principal “acesso” a cidade. Parei no bar do trevo (a cidade oficial é Bom Rentiro). Faltavam apenas 30km para chegar em Urubici. Tomei um refri e segui viagem... O mais legal desse trajeto foi que a cada quilometro vencido as coisas iam "subindo"... parei pra bater algumas fotos.

O asfalto estava bastante judiado. Depois descobri que este está sendo o principal “trajeto” das caçambas com pedra que estão trazendo material para a obra de asfaltamento da Serra do Corvo Branco. Durante uma dessas paradas fotográficas passaram duas R1, a uns 40km/h e pelo visto sofrendo com a buraqueira.

Cheguei na cidade por volta das 11h, sem saber exatamente em qual das pousadas iria parar... Resolvi seguir na via principal até a Pousada das Flores. E foi nela mesma que me instalei (excelente atendimento, quartos limpissimos, tudo muito bonito e arrumado).

Depois do almoço, sai rumo ao morro da igreja + pedra furada. Logo de cara pego estrada de chão com muitos buracos e poeira (estava um dia quente e ensolarado, a poeira toda levantava). Rodei, rodei e rodei mais ou pouco... a estrada cada vez ficava pior... Cruzou uma “dupla” de maus-encarados que ficaram só secando a motoca... Mas quem rouba moto custom? Na dúvida, ainda "enrolei o cabo" e eles sumiram e eu voltei a diminuir o ritmo (acho que não consegui passar de 40km/h durante todo o trecho). Depois de 15km até finalmente ver aquela miragem... sim... uma miragem... uma seta apontando para “Morro da Igreja” e asfalto me esperando!

Entrei na estrada e parecia outro mundo, uma serrinha deliciosa de pilotar, com muitas curvas e subidas, mas igualmente uma delícia! Vi a placa da cascata véu-de-noiva e resolvi entrar. A cascata é realmente muito bonita, o local tem uma boa estrutura (com restaurante, lancheiria e banheiros).

Segui rodando pelo asfalto... e a cada curva as nuvens ficavam mais próximas, dois motociclistas vinham no sentido oposto, com o maior sorrisão no rosto. Pararam as motos e vieram conversar comigo. Me contaram que essa era a quarta vez que iam até lá e que fora a primeira que conseguiram pegar os portões abertos. Explicação: no alto do morro existe uma base militar.

Segui rodando até que o “inesperado” aconteceu, uma nuvem estava cruzando o meu caminho. Isso mesmo, uma nuvem no meio da estrada! Também pudera, o Morro da Igreja tem uma altura de mais de 1800 metros! Rodei até chegar no posto militar! Um relógio na beira do nada me fez imaginar o que tinha “depois” daquela nuvem. No dia seguinte ao visitar a casa do turista vi a foto do lugar que não vi nada, era um verdadeiro Canyon, que me fez até ter medo de ter chegado tão perto da borda! Hehehehehehhe. Tudo isso me rendeu minutos de reflexão que acabaram por durar o resto do dia.

A descida foi divertidíssima (ao menos os 15km de asfalto). Depois a volta dos 15km de estrada de chão (que não acabavam nunca). Cheguei novamente no centro da cidade imundo, a moto virada em poeira e nenhuma “lavação” estava mais aberta. Ou quase nenhuma... achei uma no final da cidade. Pessoal muito gente fina (mesmo sendo um dos lavadores ser meio atrapalhado. uhauhauhauhauahua).

Voltei na pousada, lubrifiquei toda a motoca, revisei os parafusos e vi que estava tudo certo . Depois disso, fui pro banho... 

Janta no Zeca’s Bar (indicação da Comunidade de Urubici).Comi a famosa Truta Urubiciense, e de fato, tenho que admitir, a vontade foi de mandar embalar para viagem. Uma delícia! 

Rodar sozinho todo esse tempo me levou a uma série de pensamentos e reflexões. Sinceramente, em momento algum me senti sozinho, os dias passaram voando (acredito que na mesma progressão geométrica dos meus créditos do celular)  Urubici é uma cidade maravilhosa, e os moradores sabem que são os legitimos sortudos de poderem desfrutar de toda essa beleza tão "pertinho" deles!

Amanhã, destino a definir (provavelmente Belvedere + Morro da Cruz).

Fotos:

Trevo da BR282 com a SC430 - Me senti em casa
Parada pra alongar as pernas
Serra do Panelão
A cada Km, uma paisagem ainda mais linda
Passeio da tarde - Cascata Véu de Noiva
A mais de 1800m... núvens ao fundo
Morro da Igreja
Pilotando (literalmente) por entre as nuvens
Estradinha boa de pilotar
Olha o estado da motoca no final do dia!

Um comentário:

  1. FILHO, TUDO LINDO...VALEU A PENA...VALEU PELO MEU CORAÇÃO NA BOCA, MINHA ESPERA POR NOTÍCIAS...GRAÇAS À DEUS CORREU TUDO BEM...BEIJOS, TE AMO MUITO. MAMÃE

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