Finalmente o "grande dia" chegou... Na noite anterior montei a mochila com ajuda da Jô. Carreguei a bateria da câmera, do celular e do gps... toda a "parafernália" testada e pronta. Durante a noite confesso que não consegui dormir. Ainda pra piorar, acordei a coitada da Jô, umas 200 vezes perguntando se "isso" ou "aquilo" estavam na mochila. Às 5h da manhã eu levantei, com os olhos "arregalados" feito uma coruja. Pulei da cama, sem preguiça ou sono. Tirei a moto da garagem e deixei na frente do prédio (pra facilitar na colocação da carga). Subi, tomei um banho, me arrumei e fui tomar um café (ainda que sem fome).
Saí de casa exatamente as 07:15, completei o tanque no posto Shell da cidade (onde abasteço) e segui rumo ao começo da minha grande aventura. Confesso que senti o maior friozão na barriga, aquele aperto de não saber se realmente aquilo é o “melhor”. De qualquer forma, segui rumo ao “infinito e avante”.
No início tudo muito tranqüilo, estrada mais do que conhecida... Passei pelos trevos de acesso as cidades da região e fiz uma parada rápida na nova ponte do Rio Jacui. Realmente ela ficou muito boa, e o asfalto antes e depois dela também estava de boa qualidade. Continuei rodando até a primeira parada em Candelária (114 km rodados conforme o GPS).
O tempo estava bom, não muito quente e eu estava muito bem, nenhum pouco cansado ou com algum dos sintomas da vibração. A moto realmente ficou muito boa depois da geral dada pela Atlântida Motos (oficina que trata da motoca). Esta ai é a primeira grande "dica": TENHA SEMPRE UMA OFICINA DE CONFIANÇA. Isso (também) representa o sucesso ou fracasso de sua viagem.
Continuando, fiz minha segunda parada em Lageado... Tomei um refrigerante e alonguei um pouco as pernas. Faltava pouco mais de 50km para Garibaldi.
Chegando em Garibaldi me perdi em um dos tantos acessos que existem na cidade. A Raquel (o nome da voz do GPS) configurada para adotar a rota mais rápida fez com que eu fosse até a Transgaribaldiana, numa estradinha de chão sem nada por perto. Fiquei um pouco assustado. Entre os vinhedos achei uma fábrica de esquadrias onde um dos funcionários me informou que aquela era sim a rua que estava procurando, mas que o centro era bem mais adiante.
Explicação: o GPS usa sistema métrico – ou seja, se o hotel tem endereço rua x, nº 345 ele deveria estar a 345 metros do início da rua. Só que isso não acontece no Brasil. Ou seja, a Raquel me levou pra rua certa mas não para o local. Rodei um pouco até me localizar... passei umas duas ou três vezes na frente do hotel e não o vi. Também pudera, o Hotel Mosteiro São José fica literalmente encima de um morro.
Finalmente cheguei, fui pro quarto desfazer a mala, tirar a “armadura” e fui direto buscar um restaurante. Quando boto o pé fora do hotel vejo que está uma garoa bem fininha... Putzzz, salvo por pouco... Deixei a moto debaixo da escadaria que dá acesso ao Hotel (que efetivamente era ou é um mosteiro) e fui “conhecer” a cidade a pé.
Essa é uma prática que comecei quando fomos pra Gramado eu e a Jô. Como fomos de ônibus, pegamos uma pousada bem no centro da cidade e fizemos boa parte dos “caminhos” a pé pela cidade. O legal disso é que você acaba por efetivamente conhecer o lugar que está... Postos de combustível, restaurante, farmácia, hotel... tudo você acaba “achando” sem querer.
Almocei eram passadas das 13h em um restaurante muito bom (que não peguei o nome), mas é localizado ao lado do BB no centro da cidade. Caminhei um pouco e voltei para o hotel. Estava cansado (havia dormido muito pouco na noite anterior)... Tirei uma bela soneca até umas 18h, quando acordei e resolvi caminhar um pouco mais, tomar um café...
A cidade é bem pequena, bem pequena mesmo. Imagino que o forte seria fazer a rota dos vinhedos, ir nas cantinas e tomar uns tragos... vinho e uva é o que não falta por lá... Mas não fiz nada disso... Acabei tomando um lanche bem reforçado as 20h em uma boa padaria perto do posto Esso e fui para o hotel... tomei um banho e fui dormir... acho que lá pelas 22h já estava no 12º sono. Acordei as 04:35 da manhã, coloquei Back in Black a tocar no celular e voltei a dormir (tão rápido que nem ouvi a música acabar).
Alias, sobre a trilha sonora farei um post à parte!
Fotos:
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| O início |
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| Nova ponte do Rio Jacuí (foto 1) |
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| Nova ponte do Rio Jacuí (foto 2) |
| "Curvas" na estrada você tem que superar... |
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| Transgaribaldiana - Segundo a Raquel, a melhor opção |
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| Hotel Mosteiro São José |
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| A "garagem" improvisada |






Esse texto deixa a gente curioso pelo resto da viagem!!!
ResponderExcluirMuito bom!!!
Sim... em breve o restante da história!
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